Na passagem que é a Vida, somos todos peregrinos!

Caminho de Santiago 2009:

OS PIDO PERDÓN PERO….
¡ME DECLARO VIVO!

La meta no existe, el camino y la meta son lo mismo.
No tenemos que correr hacia ninguna parte,
sólo saber dar cada paso plenamente.
Cuando somos más grandes que lo que hacemos,
nada puede desequilibrarnos.
Amo mi locura que me vacuna contra la estupidez.
Amo el amor que me inmuniza ante la infelicidad.
(Chamalú. Indio da Tribo Quechua)

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OUTUBRO, de 3 a 11 - 2009

Estão abertas as inscrições! Condições especiais de pgto desde já.

Condições gerais:
Minimo de Participantes 9 e Máximo 18;
Presença de Guias de apoio ao grupo;
Carrinha de apoio;
Bar confiança;

Investimento:
350 euros por pessoa

Inclui:
Transporte de Lisboa ao local de início da caminhada (a definir) e de Santiago de Compostela a Lisboa, portagens, combustível e seguro de passageiros;

Exclui:
Alimentação e estadia;

Reserva com 50% do valor total até final de Agosto; restante até final de Setembro;

Está previsto o reembolso da totalidade do valor pago, no caso de desistência, apenas se esta ocorrer até 28 Novembro.

Brevemente:
Pequenas caminhadas de preparação, em grupo
Aconselhamento para escolha de material de caminhada

Para mais informações, contacte-nos:

João Teixeira - 91 361 90 09
Filipa Dinis - 91 701 99 74
Pedro Cabral - 93 207 39 01
Pedro Reyes - 91 809 90 09

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COMO FOI PARA MIM FAZER O CAMINHO COM
"O CLUBE DOS PEREGRINOS"

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Olá! O meu nome é Filipa, tenho 31 anos,
natural de Lisboa, Enfermeira.

Fiz o Caminho de Santiago pela 1ª vez em 2007, pelo prazer de caminhar.

Foi uma experiência muito intensa, atrevo-me a dizer que foi dura!

E, curiosamente, maravilhosa!

Tanto que voltei mais 3 vezes e já planeio a 4ª.

Nestas caminhadas, sinto-me livre!

Sinto que faço parte da Natureza.

Aprecio e Valorizo as coisas simples da vida: o sol nascente, as cores das montanhas, o som da água corrente, o sorriso de outro peregrino, o duche quente, a cama para dormir confortável,...

Clarifico o que é realmente importante para mim, e o que posso dispensar; isso faz-me sentir em Paz.

Adoro conversar com as pessoas, de todo o mundo, e partilhar algo com elas.

Bom, os músculos doem sim, mas porque ficam cada vez mais fortes! É excepcional!

É um curso de Desenvolvimento Pessoal!

A todos, desejo um Bom Caminho da Vida!

Abril.2009

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Olá, peregrinos e futuros peregrinos!!
O meu nome é Joana Teixeira e tenho 12 anos.

A primeira vez que realizei este caminho foi em Março de 2008.

Esta foi uma das melhores experiências da minha vida!

Foi mesmo uma “aventura” maravilhosa poder ter estado em contacto com a natureza, os animais, um grupo estupendo, com outros peregrinos e com as maravilhas e as surpresas do caminho!

“Este é o caminho das pessoas comuns!”

Nesta peregrinação a Santiago de Compostela aprendi que para fazê-lo de uma forma mais “confiante” é necessário dizer a nós próprios três coisas:

Eu quero!
Eu posso!
Eu consigo!

E como o meu pai diz, O caminho faz-se caminhando!!

Aconselho vivamente a todas as pessoas, virem viver esta experiência!

Não se vão arrepender!

Buenos Caminos!!!

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Sou a Sofia, tenho 38 anos e vivo no Barreiro.

Aquilo que em geral poderá apresentar-se como o mais difícil …….decidir ir ou não ir a Santiago como peregrina…… não me criou qualquer dúvida ou hesitação.

Não sabia muito do assunto mas também não quis saber, apenas me interessou como seriam alguns aspectos mais elementares, como a alimentação e as dormidas. Em especial assimilei os conselhos que me foram dados, os quais constatei que foram de grande valor.

Foi difícil? Isso depende do que é “difícil” para cada um de nós. Desafio, beleza, carinho, surpresa, partilha, capacidade, valor, resistência, paz e muitas gargalhadas….são apenas alguns conceitos que mais me marcaram e que proporcionaram uma das melhores experiências até hoje.

No meu dia-a-dia os sons, as imagens ou os sentimentos levam muitas vezes o pensamento até ao Caminho e às vivências passadas por lá. De cada um dos meus companheiros guardo as diferentes formas de sentir e de comunicar. De mim própria tentei deixar por lá algumas “tralhas” e ficar um pouco mais leve, pois tudo o que veio de novo não tem peso em quilo, mas sim em aprendizagem e conhecimento.

Foi assim que vivi o Caminho a Santiago e onde volto um dia destes……

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Ana Bela Dinis, Enfermeira, 50 conchas, bela.anadinis@gmail.com

Caros amigos e viajantes

Vou responder a este amável convite de partilhar a minha primeira caminhada a Santiago desde ASTORGA. Esta experiência recente coincidiu com o aniversário dos meus 50 anos de vida;

Começando uma vida nova e continuando o meu percurso espiritual tive disso, alguns sinais: -ser acompanhada por dois corvos ao longo de uma boa parte do percurso; sentir um calor extremo no peito com a cabeça gelada, perder-me no meio dos castanheiros e encontrar um estrangeiro perdido e ambos sermos reencontrados por um português do grupo, etc.

Um dos actos simbólicos que mais me marcou foi no monte da Cruz de Ferro, atirar para lá, várias pedras que simbolizavam dificuldades passadas ou situações adversas dos meus amigos, sendo que estava a pedir por eles, o que implicava perdão e o agradecimento bem como a compaixão pelo próximo deixando para trás o passado com serenidade.

Ao longo do caminho houve uma purificação do corpo e da mente para além de uma abertura de coração que tornou a chegada a Santiago um momento de renascimento.

Desde então para cá cada vez mais me acontecem coincidências, sinto-me mais competente e alerta para perceber os sinais do Universo e sonho em voltar a realizar a caminhada ou a ser voluntária num dos albergues do percurso para retribuir o bem-estar que recebi.

É de notar a grande cooperação e amizade que se estabelece entre caminhantes de todo o mundo e sobretudo os do grupo com os quais ainda hoje mantenho os laços.

O CAMINHO DAS ESTRELAS
Monica Carrelhas
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Sempre segui de perto o caminho das estrelas através da astrologia, mas ao conhecer o ZP tive a coragem para o percorrer.

O ZP veio ao meu encontro para ver de que forma poderíamos juntar sinergias, eu com a Astrologia e ele com as suas variadas ferramentas nas áreas energéticas e da bioconsciência. Enquanto conversávamos comentou-me que estava de partida para o Caminho de Santiago:
- Como adorava fazê-lo! Mas um mês?! (disse-lhe eu)
- Se adoravas não o vais fazer, pois quando te aperceberes o valor e o peso das palavras na tua vida, e estiveres realmente preparada, dirás com toda a determinação que queres fazer!
- Olha, honestamente, não tenho muita paciência para esse tipo de fundamentalismos, quando acham que a vida é “Amor e uma cabana, Pense Positivo e que Tudo é possível”. Vivo sozinha com um filho pequenino, um negócio e uma equipa de pessoas para gerir, blá blá blá.. Como vês as probabilidades do “Tudo é possível”, não são muitas…
- Já experimentaste fazer um alinhamento energético?
- Sou Mestre de Reiki.
- Excelente. Isso ajuda muito. Mas esta técnica que aplico, ajuda a alinhar as energias com o corpo e a mente e ainda me dá informações sobre o teu estado de espírito. Eu faço-te um e em troca fazes-me o meu mapa astrológico, que ainda não tive a oportunidade de fazer?
- Combinado.

Após o meu “alinhamento”, que foi estonteante e muito revelador, o ZP explicou-me uma série de registos e situações a serem alteradas na minha vida. Que “via” a astrologia como uma ferramenta preciosa na minha mão para ajudar os outros, mas que eu precisava abrir-me a mais oportunidades que me escapavam:

- Queres mesmo fazer o Caminho de Santiago? Então lembra-te que qualquer que seja o caminho que queres seguir, ele começa a partir do momento que o decidimos percorrer. Eu parto na próxima segunda-feira, às 9.00 da manhã. Se queres ir, lá estarás.
- Está bem!

De repente senti uma enorme vontade de abandonar todas as barreiras que tinha dado espaço na minha vida. E, lembrando-me do poder da palavra, em apenas uns minutos, e uns telefonemas, dei por mim a dizer, a avisar e a explicar:

- VOU fazer o Caminho de Santiago!

Afinal, as barreiras, eram minhas. E assim comecei o Caminho. Por ausência de tempo, como era um hábito, combinámos que eu interpretava o mapa dele enquanto caminhássemos. Fui comprar o material necessário. Fiz uma mochila, pu-la às costas, e rumei a caminho de casa do ZP, à hora e dia marcados. Assim que entrei, olhou para mim, tirou-me a mochila e abriu-a. À medida que ia verificando o seu conteúdo dizia com um ar muito tranquilo:

- Este é o primeiro passo para o Caminho. Deixar o supérfluo. Cremes, perfumes e amaciadores? Para caminhares tens de levar aquilo que é estritamente necessário.
- Mas eu preciso sempre de tanta coisa!
- Sempre é uma palavra forte demais para fazer perdurar as tuas vontades ou necessidades momentâneas, pois não são eternas. Vais mudando. “Ainda” precisas, talvez faça mais sentido. Mas, lá está, no Caminho vais descobrir o que verdadeiramente precisas. Confias em mim?
- Confio!
- Então eu vou fazer a tua mochila. Posso?

Que pânico ver alguém a decidir o que eu preciso e que angústia ver aquilo que eu precisava sempre ser considerado desnecessário.
Começámos o Caminho em Saint Jean Pied de Port. E nos Pirenéus demos início à nossa conversa:

- Que engraçado. Eu posso acreditar pouco em mim ainda, mas e tu porque tens tanto medo de amar e entregares-te? (perguntei-lhe)
- Eu não. Só tenho uma visão diferente sobre o amor e da forma que o pretendo viver.
- O teu mapa revela um medo profundo de amar…e uma rigidez na tua forma de actuar.
- Não vejo as coisas dessa forma. Não é medo. É uma forma livre de amar. Sem compromissos, sem imposições. Sem regras. Sem estruturas rígidas. Não dizem que os gémeos são assim “arejados”?
- E são, mas provavelmente dizem mais uma série de disparates, tal como serem falsos, infiéis etc.. O Amor é livre sim. Mas aquilo que estás a definir como liberdade é mais a libertinagem… parece-me haver aqui alguns conceitos com fronteiras pouco definidas e uma necessidade de experimentar os diferentes pólos. Mas quem é capaz de acompanhar esse ritmo? Uma coisa é a tua natureza, outra é a forma como encaras e vives o amor. Queres falar sobre isso?
- Quero.

Assim se passaram dias. Mas a pergunta “o que estou aqui a fazer?” já era mútua: eu no início de um caminho no desafio às minhas resistências. O ZP a confrontar-se com a possibilidade de pôr em causa uma série de conceitos que vivia fervorosamente, na sua intimidade, e que até ali o retiveram.

Compostela deriva do termo latim Campos Stellae – Campo das estrelas. Parece-me que esse passou a ser o nosso objectivo comum naquela empreitada: o Caminho das estrelas. Etapa após etapa, fizemos a volta ao zodíaco e aprofundávamos mais e mais as nossas questões. Com pontos de vista aparentemente opostos, mas complementares, tal como as energias astrológicas. E um dia o ZP interrompe o meu silêncio e de tudo o que me rodeava:

- Estás bem? Tens estado muito calada… já reparaste que não olhas para o chão quando caminhas? Estás direita, a olhar para cima, sempre a ver tudo e a absorver cada metro de ti.
- É verdade. Tenho pensado em tanto e em nada. Mas para a frente é o caminho. Comecei a sentir pela primeira vez que preciso de uma “mão”, porque não há super mulheres.
- Mas foi assim que viveste a tua vida! Andaste a dar a mão a tudo e a todos. Então, agora aprende a pedir a de quem precisas. Vamos fazer o seguinte: eu levo agora a tua mochila. Ofereço-me para carregar aquilo que é o essencial na tua vida e ajudo-te a caminhar. Aceitas?

Fiz alguma resistência entre sentimentos de cerimónia e injustiça. Enquanto o ZP me retirava a mochila, senti pela primeira vez que o mundo não precisava de estar sobre os meus ombros, e dando-me “aquela mão”, que eu não percebia que podia ser a dele, vi a vida com o mágico olhar de uma criança. De forma simples. A dizer-me:

- Que a partir de hoje eu seja a minha maior prioridade.

Nos dias que se seguiram o silêncio dele passou-me a perturbar. Acho que senti o efeito do espelho. Algo nele também se estava a modificar:

- Estás a pensar no medo de amar e de te entregares?
- Sim. Passou a fazer-me sentido e agora encaixo uma série de acontecimentos na minha vida.
- Sabes, eu acredito no amor e no poder que ele tem. Não é possível amar sem que a tua individualidade esteja presente e activa. Mas o que viveste até aqui foi uma vida a sós numa relação. Havia um momento em que a tua vontade prevalecia e se afastava do compromisso assumido. E a relação deixava de ter sentido. E começavas a querer mais. E é aqui que tens de te concentrar. O que queres do amor na tua vida.

Já no fim do nosso caminho, o cansaço era muito. A dor física e da alma também. E por instantes, quis desistir quando faltavam apenas 5 km para chegar ao templo, entrar na Catedral de Santiago e, poder por fim, tocar as estrelas. As lágrimas escorriam-me sem parar e fazer a pergunta com toda a raiva que sentia era inevitável:

- O que é que eu estou aqui a fazer?!!
- Posso ajudar?
- Não. Ou melhor podes. Não fales comigo que estou quase a ficar aqui.
- Calma. Não vais desistir quando estás a chegar aos teus objectivos. Onde está a pessoa que me ensinou o mapa da vida? Onde está esse teu sentido de orientação? Ama-te. Dá-me a tua mochila. Dá-me a tua mão. Eu ajudo-te mesmo que não me tenhas pedido, pois ainda não o sabes fazer.
- Obrigada. Vai andando. Eu não estou a aguentar mais. Eu preciso de parar.
- Parabéns. Descobriste que tens limites. Mas agora não. O peregrino não anda o que quer, anda o que pode. E tu podes tudo aquilo que quiseres, nem que te leve ao colo. Vais chegar ao teu objectivo. E eu vou estar lá ao teu lado, e aqui posso dizer sempre. Unidos no caminho, unidos para a vida. Foste tu quem me ensinou a decifrar o amor e a amizade de forma incondicional e essa será a base e o encanto da nossa relação.

Este foi o meu primeiro caminho a Santiago de Compostela, denominado como o Caminho das Estrelas.

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LINK COM INFORMAÇÕES SOBRE
O CAMINHO FRANCÊS/ESPANHOL

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http://www.caminhodesantiago.com/

MAPAS DO CAMINHO DE SANTIAGO
http://www.caminhodesantiago.com/mapas.htm

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