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Tantra
No Tantra nós aprendemos
a usar a energia sexual de forma ampliada, sem negar o plano
físico, mas indo mais além, mais profundo e
mais alto. O sexo é vivido
como a União Cósmica de opostos para criar a
carga polar que se une com a energia primordial; a origem
de tudo o que existe no universo.
Tantra
Tantra ou tantrismo
é uma filosofia essencialmente prática que
tem por objectivo o desenvolvimento integral do ser humano
nos seus aspectos físico, mental e espiritual.
E é o nome
de um vasto leque de ensinamentos práticos que têm
como objetivo expandir a consciência e libertar a
energia primal do ser humano, chamada kundalini.
As Três Chaves do Tantra
(Respiração, Movimento e Som)
Através da
respiração nós começamos a dar
energia a todas as células do nosso corpo. Isto provoca
uma vibração no corpo que resulta no movimento
do próprio corpo, e este começa a emitir sons.
Geralmente, o despertar
da Kundalini é acompanhado pela experiência
de uma luz mística de várias cores.
Tantra e Consciência
“Se tu podes
aprender a ser consciente do corpo e da respiração,
tu podes te tornar consciente do Universo.”
Nós, de facto,
criamos a nossa própria realidade, diz o Tantra;
e esta realidade pode ser aqui e agora – no corpo
através do Orgasmo Tântrico.
Origem da expressão
A palavra "tantra"
é composta por duas raízes acústicas:
"tan" e "tra". "Tan" significa
escuridão e "Tra" libertação.
Dispondo de imensos
significados e interpretações, tais como libertação
da escuridão, fusão, teia, tecer, trama ou
entretecido.
Conta a lenda, que
o coito de Shiva e Shakti durou vinte e cinco anos, sem
que Shiva vertesse nela o sêmen.
Lendas tântricas
como esta tentam ilustrar a visão de mundo dos tantristas,
a plenitude mágica e transformadora, alcançada
quando integramos as energias masculina e feminina dentro
de nós.
Mas o Tantra não
é só isto.
O sexo tântrico
não é apenas uma forma de fazer sexo, é
uma forma de ligação, uma ferramenta que entrelaça
tudo, que cria uma sucessão de energia que passa
de um organismo para o outro.
A sexualidade no
Tantra é assim sagrada: sexo é uma forma de
comungar e unir-se com a manifestação divina
dentro de nós.
A Relação
O Tantra muda o ponto
de vista sobre as relações, também.
Os Tantrikos são menos co-dependentes, menos ciumentos
ou menos neuróticos.
Têm tendência
para serem harmoniosos, divertidos e energéticos.
No caminho do Tantra, descobrimos ainda que a relação
que procuramos no exterior já existe dentro de nós.
Simplesmente precisamos
de aprender e cultivar a visão tântrica, uma
aproximação vital e harmoniosa do sexo, do
amor, e da vida em geral.
Nós entendemos
mal as relações; e, acreditamos que as relações
são algo para tirarmos, enquanto que são algo
onde damos e partilhamos aquilo que temos em abundância.
Este é o único
caminho para o amor incondicional.
Uma relação
é também uma experiência de desenvolvimento
pessoal; “se tiveres amado alguém, se tiveres
tido apenas um pequeno momento espontâneo de amor,
esse amor pode ser ampliado até um nível onde
se alcança Deus.
Mas se nunca amaste,
então não tens nada em ti que possa crescer!”
(palavras de Ramanuja para o seu discípulo, in “From
sex to super consciousness” de Osho).
No Tantra aprendemos
a nos abrirmos aos outros, não só no nível
físico, mas em todos. O “Sim” tornou-se
mais frequente no nosso vocalulário...
Sexo
O sexo é considerado
como a base física da criação e da
evolução.
É a união
cósmica de opostos, os princípios masculino
e feminino.
Os Hindus acreditavam
que através da unificação espiritual
e sexual com Shiva, Shakti deu forma ao seu espiríto
e criou o Universo.
O Tantra porém,
vê a criação do Mundo como um acto de
amor erótico.
Para o Osho o sexo
é o ponto de partida de todas as jornadas para o
amor.
A evolução
do amor não é nada senão a energia
sexual transformada. Agora esta tarefa tornou-se em algo
totalmente duro na nossa cultura onde nos têm ensinado
a lutar contra o sexo.
Como poderemos transformar
algo que consideramos hostil? Nós devemos fazer as
pazes com o sexo!
A energia do sexo
é energia divina. Isto é porque esta energia
cria a vida! É a maior e a mais misteriosa força
de todas.
Se queremos conhecer
o fenómeno chamado Amor, devemos aceitar a sacrallidade
do sexo com todo o coração.
Quanto maior a totalidade,
de maior “todo-o-coração” se aceita
o sexo; mais livres nos tornamos.
Quanto maior a aceitação,
mais livres seremos!
À total aceitação
da vida, de tudo o que é natural na vida, pode-se
chamar de religiosidade.
E é esta religiosidade
que liberta uma pessoa.
O amor é a
experiência da Unidade.
O amor só
pode nascer do vazio; dois vazios não têm nenhuma
barreira entre eles.
O amor está
sempre pronto a se inclinar; o ego nunca.
O ego tenta sempre
estar apaixonado pelo maior!
Quem se torna maior
num mundo de ambições encontra cada vez menos
tempo para o amor.
Em sânscrito
há uma palavra linda para sexo que é Kama,
que significa sexo e amor juntos, individidos e indivisíveis.
No Tantra o sexo é sempre amar!
O sexo torna-se sagrado
e divino quando nos aproximamos dele com o coração
e o corpo, em vez de ser com a mente.
É comum para
os Tantrikos “deixarem a mente” quando começam
a fazer o amor tântrico.
Quando a energia
vem de um espaço profundo do “eu” (o
eu essencial), une-se com Deus. Isso é... mover-se
para o estado do espírito.
O corpo é
apenas um conjunto de camadas de energia invisível
que adquirem uma forma; e pode ser despertado se nós
deixarmos fluir na energia sexual. Deste modo, as pessoas
sentem-se completas e auto-confiantes, com uma visão
panorâmica de tudo positiva.
No Tantra nós
aprendemos a usar a energia sexual de forma ampliada, sem
negar o plano físico, mas indo mais além,
mais profundo e mai alto.
O sexo é vivido
como a União Cósmica de opostos para criar
a carga polar que se une com a energia primordial, a origem
de tudo o que existe no universo.
Dançando com
o corpo de força electromagnética do nosso
parceiro, nós caminhamos para a Unidade Cósmica.
Quando esta energia
é igualada e equilibrada correctamente através
da entrega de amor com o parceiro, uma grande luz se manifesta!

Você não tem
limites para além daqueles que se impõe
a si mesmo.
Você tem a opção
de mudar o que não gosta na sua vida
e viver algo de diferente e melhor.
O
medo da mudança é o que nos leva a
insistir no que não funciona em nossa vida.
A
mudança é algo que implica acção,
decida já quando vai fazer este curso.

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ÁREAS
|
OBJECTIVOS |
TEMPO DE ACTIVIDADE |
Introdução
150€ 1 Pessoa
250€ Casal
|
A
Sacralidade
da Sexualidade
|
O
Despertar dos Sentidos;
O Segredo e o Sagrado de uma Sexualidade Saudável. |
Fim
de Semana
Sexta-feira a partir das 18h00, Sábado
e Domingo |
Nível
1
250€ 1 Pessoa
400€ Casal |
Visão
TÂNTRICA
|
Auto Conhecimento...
Expandindo Horizontes...
Sexo: Prazer sem Culpas!
|
Fim
de Semana
Sexta-feira a partir das 18h00, Sábado
e Domingo |
Nível
2
250€ 1 Pessoa
400€ Casal |
Amor
e Sexo Afetivo...
AMOR e SEXO EFETIVO! |
Comunicação Afectiva...
Despertar do Desejo...
Sexo: Expandindo o Prazer
|
Retiro
de 4ª a Domingo
Quarta-feira a partir das 20h00
até Domingo as 18h00 |
Nível
3
250€ 1 Pessoa
400€ Casal |
"A
Arte do PRAZER Sexual"
|
Expansão
e Transendência ...
Liberdade é Ser Consciênte...
Sexo: Multiplos Orgasmos |
Retiro
de 4ª a Domingo
Quarta-feira a partir das 20h00
até Domingo as 18h00 |
Noite
Tântrica
40€ 1 Pessoa
50€ Casal |
Individual
ou Casal |
Meditação,
Exercícios e
Massagens Tântricas |
das
19h00 as 22h30 |
Dia
Tântrico
60€ 1 Pessoa
100€ Casal |
Individual
ou Casal |
Os
Sentidos do Prazer,
Almoço Tântrico,
Conexão com o Sagrado |
das
10h00 as 20h00 |
Aulas
Privadas
TANTRA
75€ 1 Pessoa
120€ Casal |
INDIVIDUAL ou CASAL
Packs de 5 sessões:
60€ Individual
100€ Casal
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Os tantra
ensina: na hora do amor, música suave,
perfumes, flores, petiscos, tudo à luz
de velas e muito mais ...
... exercícios milenares que ajudam a obter
o máximo prazer da sua sexualidade. |
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a serem previamente marcados, sessões privadas.
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TANTRA...
A palavra “Tantra”
tem muitas definições, e provavelmente o seu
verdadeiro significado perdeu-se na antiguidade. Alguns estudiosos
afirmam que a sua origem vem da palavra sânscrita ou
hindi para ‘fabrico’ ou ‘tapeçaria’,
no sentido da “tecelagem”, como a unificação
dos diversos e frequentes aspectos contraditórios do
“EU” num todo harmonioso. Outros dizem que “Tantra”
vem de duas palavras sânscritas, Tanoti (para expandir
a consciência) e Trayati (para libertar a consciência).
Uma vez que as nossas energias são compreendidas e
unificadas, nós evoluimos e expandimos na felicidade.
O Tantra não é uma filosofia religiosa, mas
“o conhecimento de um método experimental sistemático
e científico que oferece a possibilidade de expandir
a consciência e as capacidades do Homem” (Ajit
Mookerjee – “The TantriK Way”).
As Origens...
O Tantra significa uma profunda compreensão espiritual
da vida, sendo a maior síntese do amor e meditação.
Considerado uma arte antiga de viver em harmonia com a própria
existência, o Tantra é um método que data
de há milhares de anos, não só na Índia
e no Tibete, mas também no resto do oriente, Polinésia
e em culturas indígenas de várias partes do
mundo (oa nativos norte-americanos da cultura Cherokee praticavam
uma forma de Tantra chamada Quadoshka; era usada como veículo
para atingir o estado cósmico da consciência
e a união com a Divindade).
Relativamente às suas origens indianas, o Tantra nasceu
na Índia cerca de 5000 anos a.c. através do
culto do Deus Hindu Shiva e da sua companheira Shakti. Shiva
adorado como sendo a encarnação da “consciência
pura” no seu estado de maior absorção,
e Shakti era a encarnação da “energia
pura”.
Os Princípios...
Dualismo e Unidade
De acordo com o Tantra, toda a manifestação
é baseada num dualismo fundamental: o princípio
masculino “Purusha” (consciência cósmica)
e o princípio feminino “Prakriti” (força
da natureza cósmica). Mas na base de tudo, a Realidade
é a Unidade como um todo indivísível
(Shiva-Shakti).
Purusha (aspecto masculino) é estático, enquanto
Prakriti (aspecto feminino) é a energia cinética
da qual o mundo nasce e, na qual o mundo é dissolvido
(Sattva – a energia centrípeta, Tamas –
a energia centrífuga “inércia”,
e Rajas – a energia rotativa “força cinética”).
O poder Universal de Shakti é o movimento primário
e o ventre materno dos ciclos recorrentes do Universo (por
esta razão considera-se o Tantra como a redescoberta
do mistério da mulher e é muitas vezes associado
a práticas relacionadas com o culto feminino).
O Mito de Shiva e Shakti
Conta
a lenda, que o coito de Shiva e Shakti durou vinte e cinco
anos, sem que Shiva vertesse nela o sémen. Como um
elefante aprisionado, ele não podia se mexer. Lendas
tântricas como esta tentam ilustrar a visão
de mundo dos tântricos, a plenitude mágica
e transformadora, alcançada quando integramos as
energias masculina e feminina dentro de nós.
A parte “objectiva”
ou feminina separa-se da parte “subjectiva”
ou masculina.
A mulher toma o nome de Shakti, o homem é Shiva.
A
mulher, agora chamada Shakti, sendo a parte “objectiva”
da unidade, manifesta-se e separa-se de Shiva,
a parte subjectiva, masculina e conceitual. Shakti
dança para Shiva, que desfruta do
mistério e beleza da dança mágica que
vai tecendo o tempo. Durante a sua dança Shakti
monta e funde-se outra vez com Shiva para tornar-se
divina. Mais tarde separa-se para seguir dançando.
União e separação. Inalação
e exalação. Divindade e criação.
Uma e outra vez os amantes fundem-se e separam-se, e com
cada um dos seus orgasmos Shakti vai manifestando
as diversas coisas e seres que povoam os universos. Da sua
matriz é gerada a ilusão de que o tempo existe.
Os seus orgasmos fundem o divino com o mundano. O prazer
manifesta-se no Universo como uma expressão
da divindade e assim aparece tudo o que existe.
Baseado
quase inteiramente no culto de Shiva e Shakti, o tantra
visualiza o Brahman definitivo comparam Shiva, manifesto
através da união de Shiva (a força
passiva, masculina, de Shiva) e Shakti (a força criativa,
feminina, de sua esposa, conhecida também como Kali,
Durga, Parvati e outras). Está centrado no desenvolvimento
e despertar da kundaliní, a "serpente"
de energia ígnea, de natureza biológica e
manifestação sexual, situada na base da espinha
que ascende através dos chakras
até se obter a união entre Shiva e Shakti,
também conhecida como samadhi.
Microcosmo e Macrocosmo
A força que rege o cosmos num
macro-nível, rege o indivíduo num micro-nível
(para nós isto tem sido difícil de ver porque
estamos habituados a analisar o mundo e o corpo em partes
separadas). O “eu-exterior” é apenas
uma pequena parte do “eu-interior”, e o corpo
humano é um veículo através da qual
a energia psíquica oculta, Kundalini, pode ser despertada
para finalmente unir o Homem ao Cosmos, a consciência
com a força.
A Energia Kundalini
A Kundalini é a força suprema no corpo humano.
Segundo o Tantra, mantém-se sem se manifestar, adormecida
e recolhida na base da nossa espinha. É o eixo central
na qual o nosso sistema psicofísico se baseia.
A transformação e reorientação
da Kundalini é possível através de
diversas técnicas de meditação, yoga
e, respiração ritmada que faz todas as moléculas
do nosso corpo moverem-se na mesma direcção
até encontrar o controlo da mente.
Quando a Kundalini está adormecida, o Homem está
apenas atento às suas circunstâncias terrenas
imediatas. Quando a Kundalini desperta, ele expande as suas
percepções. Porquê?
A ascensão da Kundalini significa, na linguagem da
ciência moderna, a activação da vasta
área do cérebro. As capacidades neurológicas
do ser humano são incalculáveis, e nós
estamos apenas cientes de 1 millionésimo da nossa
sinalização cortical (o nosso cérebro
recebe cerca de 5000 sinais por segundo!). Através
das doutrinas tântricas, a Kundalini ascendente vitaliza
os centros psíquicos do corpo humano, os chackras,
até atingir o Sahsrara, onde se dá uma união
mística. O corpo humano é, então, com
as suas funções psicológicas e biológicas,
um veículo através do qual a energia adormecida
da Kundalini Shakti pode ser despertada para finalmente
se unir com a Consciência Cósmica Shiva.
As Três Chaves (Respiração,
Movimento e Som)
Através da respiração nós começamos
a dar energia a todas as células do nosso corpo.
Isto provoca uma vibração no corpo que resulta
no movimento do próprio corpo, e este começa
a emitir sons.
Geralmente, o despertar da Kundalini é acompanhado
pela experiência de uma luz mística de várias
cores.
Imagens Visuais (Yantras e
Mandalas)
A utilização de yantras
e mandalas na meditação justifica-se pelo
facto de estar provado que quando um assunto é exposto
a uma absorção visual contínua ou a
um estímulo constante chamado “imagem estabilizada”
ou “ganzfeld” (um campo de visão despadronizado),
esse assunto perde completamente o contacto com o munod
exterior.
Asanas
A energia Kundalini pode ser elevada
pela prática de asanas. “Um deve-se levantar
por aquilo que o fez cair”.
Aqueles muitos aspectos da natureza humana que nos ligam
podem ser pequenos passos para a libertação.
Neste sentido, os implusos sexuais podem-se tornar num caminho
para a iluminação. Durante a união
sexual, o homem e a mulher recolhem a sua mente do seu ambiente
e entram num estado de meditação.
“Ninguém é bem sucedido em alcançar
a perfeição usando técnicas difíceis
e embaraçosas; mas a perfeição pode
ser alcançada satisfazendo todos os seus desejos”.
Desta forma, os desejos hedonístas baseados nos princípios
do prazer podem ser transformados num preenchimento espiritual.

Sexo
O sexo é considerado como a base física da
criação e a evolução. É
a união cósmica de opostos, os princípios
masculino e feminino.
Os Hindus acreditavam que através da unificação
espiritual e sexual com Shiva, Shakti deu forma ao seu espiríto
e criou o Universo. O Tantra porém, vê a criação
do Mundo como um acto de amor erótico.
Não é pela virtude de se nascer assexuado
que se vai saber tudo o que há para saber sobre sexo.
A verdade é que a qualidade do sexo tem diminuído.
O sexo tem perdido a sua sacralidade, a sua simplicidade
e a sua natureza. Tem-se tornado num pesadelo, muitas vezes
numa obsessão, outras num instrumento de manipulação.
Não é mais um acto de amor. A não ser
que consigamos trazer para o acto sexual uma profunda compreensão
e harmonia – a não ser que o consigamos tornar
espiritual, uma porta para a super consciência –
um melhor sentido humanitário não pode vir
para o Ser. Os casais que se amam e estão conscientes
durante o acto sexual irão criai uma determinada
vibração que irá provocar a elevação
da alma.
Para o Osho o sexo é o ponto de partida de todas
as jornadas para o amor. A evolução do amor
não é nada senão a energia sexual transformada.
Agora esta tarefa tornou-se em algo totalmente duro na nossa
cultura onde nos têm ensinado a lutar contra o sexo.
Como poderemos transformar algo que consideramos hostil?
Nós devemos fazer as pazes com o sexo!
A energia do sexo é energia divina. Isto é
porque esta energia cria a vida! É a maior e a mais
misteriosa força de todas.
Quanto mais se aceitar o sexo com santidade, o mais sagrado
continuará a vir. Quando o homem ou a mulher se aproxima
do seu parceiro, eles devem ter um sentimento sagrado, como
se estivessem a ir para um templo.
Se queremos conhecer o fenómeno chamado Amor, devemos
aceitar a santidade do sexo com todo o coração.
Quanto maior a totalidade, de maior “todo-o-coração”
se aceita o sexo; mais livres nos tornamos. Quanto maior
a não-aceitação, mais ressaltados nos
tornaremos.
Quanto maior a aceitação, mais livres seremos!
À total aceitação da vida, de tudo
o que é natural na vida, pode-se chamar de religiosidade.
E é esta religiosidade que liberta uma pessoa.
O amor é a experiência da Unidade. O amor só
pode nascer do vazio; dois vazios não têm nenhuma
barreira entre eles. O amor está sempre pronto a
se inclinar; o ego nunca. O ego tenta sempre estar apaixonado
pelo maior! Quem se torna maior num mundo de ambições
encontra cada vez menos tempo para o amor.Em sânscrito
há uma palavra linda para sexo que é Kama,
que significa sexo e amor juntos, individidos e indivisíveis.
No Tantra o sexo é sempre amar!
O sexo torna-se sagrado e divino quando nos aproximamos
dele com o coração e o corpo, em vez de ser
com a mente. É comum para os Tantrikas “deixarem
a mente” quando começam a fazer o amor tântrico.
Quando a energia vem de um espaço profundo do “eu”
(o eu essencial), une-se com Deus. Isso é... mover-se
para o estado do espírito.
O corpo é apenas um conjunto de camadas de energia
invisível que adquirem uma forma; e pode ser despertado
se nos deixarmos fluir na energia sexual. Deste modo, as
pessoas sentem-se completas e auto-confiantes, com uma visão
panorâmica de tudo positiva.
No Tantra nós aprendemos a usar a energia sexual
de forma ampliada, sem negar o plano físico, mas
indo mais além, mais profundo e mai alto. O sexo
é usado como a União Cósmica de opostos
para criar a carga polar que se une com a energia primordial,
a origem de tudo o que existe no universo.
Dançando com o corpo de força electromagnética
do nosso parceiro, nós caminhamos para a Unidade
Cósmica. Quando esta energia é igualada e
equilibrada correctamente através da entrega de amor
com o parceiro, uma luz explode!
A Relação
O Tantra muda o ponto de vista sobre as relações,
também. Os Tantrikos são menos co-dependentes,
menos ciumentos ou menos neuróticos. Têm tendência
para serem harmoniosos, divertidos e energéticos.
No caminho do Tantra, descobrimos ainda que a relação
que procuramos no exterior já existe dentro de nós.
Simplesmente precisamos de aprender e cultivar a visão
tântrica, uma aproximação vital e harmoniosa
do sexo, do amor, e da vida em geral.
Nós entendemos mal as relações; e,
acreditamos que as relações são algo
para tirarmos, enquanto que são algo onde damos e
partilhamos aquilo que temos em abundância. Este é
o único caminho para o amor incondicional.
Uma relação é também uma experiência
de desenvolvimento pessoal; “se tiveres amado alguém,
se tiveres tido apenas um pequeno momento espontâneo
de amor, esse amor pode ser ampliado até um nível
onde se alcança Deus. Mas se nunca amaste, então
não tens nada em ti que possa crescer!” (palavras
de Ramanuja para o seu discípulo, in “From
sex to super consciousness” de Osho).
No Tantra aprendemos a nos abrirmos aos outros, não
só no nível físico, mas em todos. O
“Sim” tornou-se mais frequente no nosso vocalulário...
A Adoração da
Mulher
No Tantra a mulher tem um papel muito dinâmico e central:
ela é vista como a intermediária entre o transcendente
e o iminente. Todas as mulheres, durante o ritual tântrico,
são consideradas como Shakti, o princípio
activo.
Partilha e Rituais
A partilha é essencial para compreender o “eu
interior profundo”. Estes rituais são como
um micro-laboratório onde os participantes podem
experimentar o seu próprio potencial em grupo, e
fazê-los experimentar o todo integrado através
do contacto interpessoal (estar um com outros).
A aplicação de muitos e diferentes práticas
rituais, como as mudras (gestos), e nyasas (tocar em diferentes
partes do corpo), não têm apenas uma importância
simbólica, mas também do nível psicológico.
São métodos de construção empática
que aprofundam a concentração e expandem a
consciência.
O uso de incenso, flores, mel (estimulam o paladar e o olfacto),
é um despertar sensitivo e ajuda a entrar mais profundamente
na experiência.
Tantra e Outras Religiões
e Filosofias
Enquanto a maioria
das religiões fundamentalistas (até as filosofias
orientais, muçulmanas, cristãs) se focam na
eliminação dos prazeres sensuais, o Tantra
abre as portas à expressão total do prazer
corporal, reconhecendo que no corpo está escondido
o imaterial ou o espiritual. O corpo é apenas um
conjunto de camadas de energia invisível que adquirem
uma forma; esta energia pode ser despertada se nos deixarmos
fluir na energia sexual.
Hoje em dia muitas pessoas têm-se permitido usar a
energia para a cura (Chi na Medicina Chinesa, Reiki, etc).
No entanto, poucas teorias (excepto os taoístas)
usam o centro energético mais poderoso do corpo –
o centro sexual, para alcançar a divindade, a imortalidade
e a iluminação. Ao contrário do Taoísmo
(que vem do Tantra antigo) que diz para trazer a energia
de dentro para a longevidade, o Tantra diz apenas: deixa
fluir... deixa fluir de todo! Não há razão
para se agarrar a algo se a eternidade existe...
No Tantra, a energia sexual é usada como uma ignição
para despertar a força da Kundalini, o sistema de
vida-energia biológico do corpo, fundindo-se com
a energia universal. Os místicos e os metafísicos
chamam a isto alcançar a Iluminação,
o Nirvana, Samadhi, Mooksha ou a União com a Divindade,
o estado sublime de Claresa Total.
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